sábado, 12 de fevereiro de 2011
be yourself
Someone falls to pieces, sleeping all alone
Someone kills the pain, spinning in the silence
To finally drift away
Someone gets excited
In a chapel yard and catches a bouquet
Another lays a dozen, white roses on a grave
Yeah and to be yourself is all that you can do
Hey, to be yourself is all that you can do
Someone finds salvation in everyone, another only pain
Someone tries to hide himself, down inside himself he prays
Someone swears his true love until the end of time
Another runs away, separate or united, healthy or insane
And to be yourself is all that you can do, yeah
(All that you can do)
To be yourself is all that you can do
(All that you can do)
To be yourself is all that you can do
(All that you can do)
Hey, be yourself is all that you can do
Even when you've paid enough
Been pulled apart or been held up
Every single memory of the good or bad
Faces of luck
Don't lose any sleep tonight
I'm sure everything will end up alright
You may win or lose
But to be yourself is all that you can do, yeah
To be yourself is all that you can do
Oh, to be yourself is all that you can do
(All that you can do)
Hey, to be yourself is all that you can do
(All that you can do)
To be yourself is all that you can
Be yourself is all that you can
Be yourself is all that you can do
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Porque as vezes apetece...
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!
Foda-se, por Millôr Fernandes (Adaptado)
quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma
pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.
"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então,
foda-se!"
O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos
extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário
de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos
mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua
língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que
vingará plenamente um dia.
"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a
ideia de muita quantidade que "comó caralho"?
"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão
matemática.
A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!
Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a
mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem
nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades
de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro
para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro
Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema,
e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)
Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu
correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente,
sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito
assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se
reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um
merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.
E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua
maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus
quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de
seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar
firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado
amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de
maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a
sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para
uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de
ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor
num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo
assim como quando estás a sem documentos do carro, sem
carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a
mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada
funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a
saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os
empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e
em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a
desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”
Então:
Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!
Mas não desespere:
Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”
Atente no que lhe digo!
Foda-se, por Millôr Fernandes (Adaptado)
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Buscar...
"Tudo que busco é um gesto de carinho uma mão amiga ou um abraço de conforto infelizmente a muito não sinto esses gestos, sinto que [passo pela vida despercebida e que mesmo tentando ser notada sou transparente... Quem sabe ao ler essas palavras alguém note que eu também preciso de atenção. e que em meio a minhas angustias e dores eu não me importo em receber um abraço e uma demonstração de conforto Uma única vez na vida gostaria de sentir que sou tão importante para aqueles que amo quanto eles são pra mim!"
Última Morada
O que chamais de morrer
é acabar de morrer
E o que chamais nascer
é começar e morrer
E o que chamais viver
É morrer vivendo.
Francisco Gómez de Quevedo
é acabar de morrer
E o que chamais nascer
é começar e morrer
E o que chamais viver
É morrer vivendo.
Francisco Gómez de Quevedo
domingo, 5 de dezembro de 2010
Afinal o que é que muda?
Como se já não bastassem as inúmeras empresas em Portugal que fogem aos impostos através de “buracos” no sistema legal, procedendo à criaçâo de holdings e empresas no estrangeiro como é o exemplo da PT, que este ano realizou o maior negócio do ano na europa e não pagará os 570 milhoes de dividendos ao Estado, como a banca, tendo como exemplos mais gritantes o BPI que poupou em impostos relativamente a 2009 29,5 milhões de euros apesar de ter tido lucros na ordem dos 10,8%, o BCP 27,2 milhões de euros apesar do crescimento de 22%, o BES 23,4 milhões apesar de crescer 12,4%, casos como a Galp em que a “Amorim Energia” paga 0€ de impostos sobre os dividendos, ou o caso do Montepio que apesar da compra do Finibanco ficou isento de IRC, sendo que também o Finibanco ficou abrangido pela mesma isenção, a juntar a isso o Finibanco ainda vai ficar isento relativamente aos impostos pagos entre 2001 e 2007 e cujo o valor ascende a 25,4 milhões de euros. Como se tudo isto não bastasse a nova excepção aos cortes salariais vai permitir aos altos quadros continuar a acumular as suas pensões e salários elevadissimos sendo que as proibições só terão efeito para futuros gestores e não para os actuais dirigentes em funções.
Num País onde o ordenado mínimo não chega sequer aos 500€ mensais, onde já se fala da possível congelação do prometido aumento para 2011, onde a procura de ajuda a instituições de solidariedade atinge valores históricos e cujas previsões indicam um aumento continuado para o ano que se avizinha, um País onde ajudas essências são retiradas a famílias em necessidade em nome da retoma económica e do bem comum, onde, como sempre, a base mais profunda da hierarquia faz todos os sacrifícios em nome das camadas superiores que enriquecem desmesuradamente graças a artifícios legais que os favorecem, era preciso um Governo com coragem, que se diz convicto na sua luta contra as desigualdades e mais agora contra a profunda crise que nos abala pegar definitivamente nas rédeas deste País e se preciso for obrigar, ainda que de forma ditaturial, a crescente canalhada que cresce a custa do País, a pagar como todos os outros. O Governo deve rever as leis fiscais que permitem a esses “empresários” ficar impunes no que ao pagamento de impostos diz respeito e limpar definitivamente as fileiras de Boys que constantemente se contratam, a máquina do Estado deveria ser uma empresa com uma organização semelhante a outra qualquer, os seus funcionários e das empresas ligadas a si só deveriam ser substituídos mediante as mesmas condições que assistem a qualquer trabalhador dum privado e não de cada vez que o Governo muda. As acomulações de reformas são uma abominação e uma falta de respeito para quem trabalha mais de 6 décadas e no fim de dar o seu contributo para o desenvolvimento do País se veja obrigado a governar o resto da sua vida, em muitos casos, com pouco mais de 200€. Portugal não é um País livre, tivemos uma revolução de faz de conta, onde só a classe política lucrou.
O Silêncio
O silêncio no olhar de uma criança,
o perfume na simplicidade da flor,
o conforto no calor do abraço,
o recado no valor do sorriso,
o alívio no frescor da brisa,
a segurança na palavra amiga;
tudo me leva a crer: sou mesmo um pobre
Frãn
o perfume na simplicidade da flor,
o conforto no calor do abraço,
o recado no valor do sorriso,
o alívio no frescor da brisa,
a segurança na palavra amiga;
tudo me leva a crer: sou mesmo um pobre
Frãn
As pessoas entre os 15 e os 30 anos
As pessoas entre os 15 e os 30 anos parecem não se interessar por nada. É uma geração que parece não ter sentimentos dinâmicos. É raro encontrarmos nela o sentido do patético, da excitação. E tenho pena.
Falta paixão cerebral. Não faltam emoções nem sentido de decisão. Mas o protesto de hoje é dirigido pelo cepticismo. Já não há rebeldes que queiram defender a salvação do mundo. O entusiasmo de antigamente, as acções contra a guerra do Vietname, contra o imperialismo e o capitalismo, era empolgante. Os estudantes de hoje já não se deixam levar. O sistema actual está montado na apatia politica.
Autor Desconhecido
Falta paixão cerebral. Não faltam emoções nem sentido de decisão. Mas o protesto de hoje é dirigido pelo cepticismo. Já não há rebeldes que queiram defender a salvação do mundo. O entusiasmo de antigamente, as acções contra a guerra do Vietname, contra o imperialismo e o capitalismo, era empolgante. Os estudantes de hoje já não se deixam levar. O sistema actual está montado na apatia politica.
Autor Desconhecido
sábado, 4 de dezembro de 2010
O meu momento
Here is a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't worry be happy
In every life we have some trouble
When you worry you make it double
Don't worry, be happy......
Ain't got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don't worry, be happy
The land lord say your rent is late
He may have to litigate
Don't worry, be happy
Look at me I am happy
Don't worry, be happy
Here I give you my phone number
When you worry call me
I make you happy
Don't worry, be happy
Ain't got no cash, ain't got no style
Ain't got not girl to make you smile
But don't worry be happy
Cause when you worry
Your face will frown
And that will bring everybody down
So don't worry, be happy (now).....
There is this little song I wrote
I hope you learn it note for note
Like good little children
Don't worry, be happy
Listen to what I say
In your life expect some trouble
But when you worry
You make it double
Don't worry, be happy......
Don't worry don't do it, be happy
Put a smile on your face
Don't bring everybody down like this
Don't worry, it will soon past
Whatever it is
Don't worry, be happy
Bobby McFerrin
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
![]() |
| Lamego 2010 |
Balada de Neve
Batem leve, levemente,como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
Augusto Gil
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Aqueles mails que as vezes nos deixam parvos
- Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
- Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida de trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
- O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 metros e não tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas passado um dia já estás a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
- Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!
- Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida de trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
- O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 metros e não tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas às finanças a tempo e horas passado um dia já estás a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
- Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!
Não há dinheiro?
Estas informações que vou enumerar de seguida são transcritas de um email enviado por um americano a um seu amigo português:
como podemos ser um País pobre se pagamos mais do dobro no preço dos combustíveis que por exemplo se paga nos Estados Unidos?
como é possivel pagarmos mais 80% em tarifas de electricidade e tarifas de telemovel e mesmo assim não haver dinheiro?
pagamos o triplo em comissoes bancárias, e cartas de crédito e um carro que nos states custa 12000 euros nos pagamos 20000 por ele e damos 8000 ao estado.
no Estados Unidos tendo em conta a precariedade que se vive são apenas cobrados 6% de iva sendo que desses 6%, 4% são federais e 2% são municipais, quando em portugal se paga 23% de iva e ainda os impostos municipais.
Ainda temos “ impostos de luxo” como são os impostos
na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com
que esses produtos cheguem em certos casos até aos 300 % do valor
original..., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários,
impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das
empresas, de circulação automóvel...
Os nossos bancos privados abrem falência e não é nada connosco, é preferivel inaugurar casinos e injectar dinheiros públicos no BPP.
Um País que cobra um imposto adiantado sobre ganhos futuros e bens pessoais mediante retenções tem de nadar em abundância por considerar que os negócios da nação e de todos os
seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque
fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de
pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas
ligadas ao Estado.
Em Portugal pagamos impostos do
lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aqui pagamos
segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que
nos states se conformam com a segurança pública.
Em Portugal os pais enviam os filhos para colégios privados, enquanto nos
EUA as escolas públicas emprestam os livros aos seus filhos prevendo
que não os podem comprar.
Coclusão do senhor: "Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro".
como podemos ser um País pobre se pagamos mais do dobro no preço dos combustíveis que por exemplo se paga nos Estados Unidos?
como é possivel pagarmos mais 80% em tarifas de electricidade e tarifas de telemovel e mesmo assim não haver dinheiro?
pagamos o triplo em comissoes bancárias, e cartas de crédito e um carro que nos states custa 12000 euros nos pagamos 20000 por ele e damos 8000 ao estado.
no Estados Unidos tendo em conta a precariedade que se vive são apenas cobrados 6% de iva sendo que desses 6%, 4% são federais e 2% são municipais, quando em portugal se paga 23% de iva e ainda os impostos municipais.
Ainda temos “ impostos de luxo” como são os impostos
na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com
que esses produtos cheguem em certos casos até aos 300 % do valor
original..., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários,
impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das
empresas, de circulação automóvel...
Os nossos bancos privados abrem falência e não é nada connosco, é preferivel inaugurar casinos e injectar dinheiros públicos no BPP.
Um País que cobra um imposto adiantado sobre ganhos futuros e bens pessoais mediante retenções tem de nadar em abundância por considerar que os negócios da nação e de todos os
seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque
fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de
pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e de Empresas
ligadas ao Estado.
Em Portugal pagamos impostos do
lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aqui pagamos
segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto que
nos states se conformam com a segurança pública.
Em Portugal os pais enviam os filhos para colégios privados, enquanto nos
EUA as escolas públicas emprestam os livros aos seus filhos prevendo
que não os podem comprar.
Coclusão do senhor: "Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro".
Etiquetas:
Trabalho,
trabalho e o dinheiro está no...
sábado, 9 de outubro de 2010
Parabéns Lennon
Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one
John Lennon
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one
John Lennon
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Insomniac
Ando desde há muito tempo a tentar perceber o porque de tantas e tantas noites mal dormidas, ou em certas fases como a do preciso momento em que escrevo este post e me encontro já sem dormir há mais de 35 horas sentindo-me como se tivesse dormido toda a noite anterior. Penso no passado e nos problemas, no presente e nos problemas, mas curiosamente não sinto que seja essa a resposta, ou então estou já tão habituado a este sentimento que ludibrio a mim próprio com grande facilidade. Invejo aqueles que se limitam a fechar os olhos e adormecem com uma tal leveza, que é como se nada no mundo lhes cause impacto,lhes perturbe o espírito, adormecendo duma forma tal, que quase parece que recorreram ao clicar dum botão. Devo ter o meu comando central avariado mas ainda assim vou ver se passo a standby mode.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Poema Em Linha Reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro De Campos
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro De Campos
“Independente Carente”
Nos versos de meus poemas encontro conforto,
O alento para minha alma solitária.
Independente, mas carente de outros,
Forte, mas frágil aos acontecimentos.
Sorte a minha ser assim,
Azar dos outros não me entenderem.
Essa solidão dolorosa, mas necessária,
Esse amor desejado, mas ausente.
Não cabe a mim escolher,
Ou minha inércia o deixou a cabo do destino,
Pois não sou mais o mesmo,
Não vivo como vivia antes,
Não sinto mais o que sentia antes.
O passado ainda me assombra,
O presente me traz pesadelos
E o futuro ainda me engana.
Meu eu pede socorro
E sou eu o único que pode ouvi-lo
Mas não sei o que posso fazer para ajudá-lo.
Nem eu mesmo me entendo mais.
Olho no espelho e não sei quem está no reflexo,
Se eu, ou mais um personagem criado de mim mesmo.
Onde o meu eu verdadeiro se perdeu?
Quando eu deixei de acreditar?
O tempo não me ensina mais,
Pois eu deixei o lugar de aluno e me assentei ao seu lado.
Não é tão mágico como eu pensei que seria
É solitário ser diferente, mas ser igual é pouco pra mim.
Escolhi entender, mas não sou entendido.
Vi o que tanto desejava e descobri o que eu queria
E agora não posso voltar atrás.
Sou homem sim!
Sou humano como os outros!
Mas sou diferente!
Por que diferente dos outros:
Eu SEI!
Bruno souza
O alento para minha alma solitária.
Independente, mas carente de outros,
Forte, mas frágil aos acontecimentos.
Sorte a minha ser assim,
Azar dos outros não me entenderem.
Essa solidão dolorosa, mas necessária,
Esse amor desejado, mas ausente.
Não cabe a mim escolher,
Ou minha inércia o deixou a cabo do destino,
Pois não sou mais o mesmo,
Não vivo como vivia antes,
Não sinto mais o que sentia antes.
O passado ainda me assombra,
O presente me traz pesadelos
E o futuro ainda me engana.
Meu eu pede socorro
E sou eu o único que pode ouvi-lo
Mas não sei o que posso fazer para ajudá-lo.
Nem eu mesmo me entendo mais.
Olho no espelho e não sei quem está no reflexo,
Se eu, ou mais um personagem criado de mim mesmo.
Onde o meu eu verdadeiro se perdeu?
Quando eu deixei de acreditar?
O tempo não me ensina mais,
Pois eu deixei o lugar de aluno e me assentei ao seu lado.
Não é tão mágico como eu pensei que seria
É solitário ser diferente, mas ser igual é pouco pra mim.
Escolhi entender, mas não sou entendido.
Vi o que tanto desejava e descobri o que eu queria
E agora não posso voltar atrás.
Sou homem sim!
Sou humano como os outros!
Mas sou diferente!
Por que diferente dos outros:
Eu SEI!
Bruno souza
Uma palavra...
"A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio."
Martin Luther King
Martin Luther King
sábado, 2 de outubro de 2010
Morfina
Como é bela a deusa do meu céu
Actriz de ralé
No meu mausoléu de ninfas da maré
Faz dança do véu
Com um sururu de se tirar o chapéu
A feliz garça com o seu girar
Transmuta por dom
O meu lupanar em casa de bom tom
Angélico altar
Onde o varonil tem gosto em capitular
Bem vindos ao meu bazar
Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
A morfina
É tão quente a raça do seu ser
Seu jeito fatal
De dar a entrever o gozo sensual
O mole prazer
Que a carne retêm depois de esmorecer
E sem mais me deixa suspirar
Na maior nudez
Que venha a rodar a ter ser minha vez
Os braços no ar
Que me faça vir na graça do seu picar
Bem vindos ao meu bazar
Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
A morfina
Bem vindos ao meu bazar
Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
Actriz de ralé
No meu mausoléu de ninfas da maré
Faz dança do véu
Com um sururu de se tirar o chapéu
A feliz garça com o seu girar
Transmuta por dom
O meu lupanar em casa de bom tom
Angélico altar
Onde o varonil tem gosto em capitular
Bem vindos ao meu bazar
Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
A morfina
É tão quente a raça do seu ser
Seu jeito fatal
De dar a entrever o gozo sensual
O mole prazer
Que a carne retêm depois de esmorecer
E sem mais me deixa suspirar
Na maior nudez
Que venha a rodar a ter ser minha vez
Os braços no ar
Que me faça vir na graça do seu picar
Bem vindos ao meu bazar
Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
A morfina
Bem vindos ao meu bazar
Propõe chás do Sião, pepitas do Brasil, joias da Pérsia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
Morfina
Não perdes nada em entrar
Vem ver a actuação, o exótico pernil, a doce inércia
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Incerteza
“Quem sou eu?”,” Para onde vou?”, “Existe vida depois da morte?”. Dúvidas existenciais e intemporais na nossa sociedade, no nosso mundo, nas nossas cabeças… na minha cabeça. Faço frequentemente as duas primeiras perguntas a mim mesmo, esperando após longos períodos de silêncio obter uma epifania, as respostas que tanto procuro… mas nada. Dói-me esta sensação do nada dentro de mim, absorvo todas as sensações todos os momentos que as pessoas me dão e tudo desaparece dentro de mim como um buraco negro que absorve toda a energia e tudo aniquila. E sinto-me só, sem forças para lutar. Lutar pelo quê? Lutar para quê? Lutar para atingir um sentimento de auto-realização? Sentimo-nos realizados quando temos alguém com quem partilhar as vitórias, alguém que puxe por nós e nos faça sentir queridos e capazes de fazer tudo. Eu não sinto nada disso. O que eu sinto é que as vezes, preferia não sentir absolutamente nada. Não ter sentimentos, olhar para tudo com total indiferença e seguir como se não fosse nada comigo, pois agora sinto, dou atenção, aconselho, sou amigo, rio, choro, amo, procuro a felicidade… e não encontro nada. Já nem o pensar que o dia de amanhã será melhor que o de hoje me traz alento, há muito tempo que para mim os dias são quase sempre idênticos, salvo raras excepções, em que pequenos momentos trazem alguma luz e força, mas ainda assim não me sinto uma pessoa feliz e custa-me sempre dar resposta a algum pedido de conselho quando eu próprio não me sei ajudar a mim mesmo. Hoje fui a um sítio aonde já não ia há algum tempo e encontrei uma pessoa que há muito não via. Cumprimentou-me e em tom de brincadeira perguntou, por estar ali naquele instante, “andas perdido?”, “sim, ando”, respondi a sorrir, apercebendo-me da certeza da minha resposta.
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